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no site: http://www.cybercracia.com.br/
A estrutura de poder contemporânea não comporta a velocidade das transformações desencadeadas a partir da internet e da tecnologia cada vez mais poderosa e acessível. Uma nova ordem social pode estar se descortinando sem que percebamos, com o uso cada vez maior das ferramentas que a tecnologia e a internet possibilitam.
A biometria, a certificação ditital, as redes seguras, as ONGs de transparência da gestão dos recursos públicos, a necessidade cada vez mais inadiável de preservar o meio ambiente, tudo isso demandará novas formas de pensar, organizar e agir socialmente.
Porque gastar combustível e dinheiro com viagens aéreas (em aviões consomem toneladas de querozene) para políticos ineficazes se deslocarem semanalmente de suas bases para os centros de decisão, se a internet pode encurtar caminhos e mostrar tudo em detalhes, com texto e inclusive "desenhos" para serem entendidos até por analfabetos?
Porque não terceirizar a maior parte da administração pública, mantendo feroz fiscalização e exigindo total transparência de tudo que se gasta? E não se apavorem os funcionários públicos, que não perderão seus empregos ou salários: com o montante que se economizará será possível aposentar todos com bons salários, e ainda ficar no lucro.
Com a rede, podemos economizar toneladas de papéis hoje usadas para publicar projetos de leis e uma grande infinidade de procedimentos administrativos de uma máquina pública paquidérmica e onerosa que pode ser radicalmente racionalizada se for automatizada, terceirizada, enfim, repensada sob a ótica de tudo que temos à disposição em tecnologia e recursos de informação.
O voto distrital pode ser resultado de um conjunto de algoritmos que também pode ser usado para dar proporcionalidade ao voto de cada parlamentar, de acordo com o número de eleitores que o elegeu. Porque não? Afinal, um deputado eleito por 600.000 eleitores tem o mesmo direito a voto, no Congresso, do que outro colega legitimado por apenas 60.000 eleitores?
Estas e outras questões são apenas o início do debate que precederá a implantação da Cybercracia, ou Webcracia, ou Netcracia, ou seja lá qual for o nome com que for batizado este novo sistema político e social.
O propósito desse blog é dar início a este debate, reunir idéias, questionamentos, avaliar riscos e evitar surpresas. Ou apenas fazer um exercício sério e ao mesmo tempo bem humorado de sugestões para o aprimoramento da nossa sociedade. Vamos contar histórias sobre esse país imaginário chamado Brasil, que é o país que ousamos imaginar para nós e deixar para nossos filhos. Convido todos a participar com comentários, sugestões, críticas.
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Curitiba, 18 de julho de 2010.
Luiz Carlos Beraldo.
Beraldo,
ResponderExcluirMuito bom o seu site... Idéias que fazem exercer o maior dos privilégios humanos, pensar!
Creio que o desafio da sociedade é aplicar o desenvolvimento tecnológico nas atividades tradicionais. Recém estamos observando o poder público, tribunais, cartórios, INSS, etc, entrando na era digital. Cibernética ainda não, pois digitalizar tarefas podem, mas repensar sistemas já é outro mundo...
Eu fiz o mesmo, com um "soft-launch" do blog entre amigos para colher umas críticas iniciais e sugestões tecnológicas para elaboração do blog (que não pude aproveitar devido minhas limitações técnicas)...
Vamos acompanhar e seguir as suas idéais!
Um abração!
YK.
Sensacional. Tirou essa idéia da minha cabeça. Já adianto: Políticos são contra.
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